sexta-feira, 8 de julho de 2016

Mentalizar uma cor

    Hoje, após muito tempo, consegui fazer o primeiro banho que uma entidade cigana amiga me recomendou. Não, não era a Eddie, foi um desencarnado. Foi após o banho de higiene material, após pingar... Eh, bem, acabou que o óleo de orquídea ganhou vontade própria e pulou em quantidade "um pouco" maior no balde com água... Vamos ao caso. Derramado um pouco da essência em cerca de sete litros de água, respirei calma e compassadamente, em tons bemóis, visualizando a cor necessária, então derramei o preparado d cabeça para baixo, esperei um pouco e retomei a rotina.

    Simples, não? Não. Não para a maioria. A questão é que no ocidente estamos acostumados a racionalizar tudo, quantificar, analisar, medir, mensurar, calcular e classificar. É quase involuntário, está muito arraigado em nossa civilização e o subconsciente já está programado, faz parte de nosso sistema de defesa. Pois é aqui que a porca torce o rabo, meus amigos, porque o raciocínio produz automaticamente a cor amarela. Simples: raciocinar = amarelo. É da natureza da lógica.

    Se eu pensar na cor azul, produzirei amarelo. Se eu pensar em rosa, produzirei amarelo. Se eu pensar em preto, produzirei amarelo. A questão aqui envolve muita psicologia, além de experiência, para não ceder à tentação de estar no controle da situação. Não é para não estar, é para não tentar estar. Se teu pensamento faz sinal de "vou te pegar", o universo responde "fui!", porque entende que se trata de uma caça, então vai acontecer uma caçada e o caçador terá que correr para pegar sua presa. É aqui que a coisa fica realmente amarela! E é aqui que qualquer ritual vai pro saco.

    Nós crescemos sem saber diferenciar o raciocínio da imaginação, tendo esta como um subproducto supérfluo e incômodo, mas é ela quem deve selecionar as cores que vamos visualizar. Por quê? Porque a imaginação não tenta deter, ela simplesmente cria e contempla, é a função dela. Trazer para o mundo físico, então sim é tarefa do raciocínio, mas conceber é tarefa para a imaginação. Tanto, que quando simplesmente imaginamos as coisas, elas podem mudar um pouco suas características, os tons de azul mudam um pouco, a altura, a cor dos olhos, a folhagem, enfim... É normal. Ao contrário do raciocínio, a imaginação lida muito bem com pequenas instabilidades.

    Muda, mas a essência continua lá, continuamos a ter em mente o que imaginamos. As razões das mudanças nesta fase são muitas, até mesmo a respiração pode fazê-lo, por isso é aconselhado mantê-la o mais calma e compassada quanto possível. Lamento pelos apressados, mas requer prática, não raro anos de prática. Com a respiração controlada, as emoções também se controlam, em vez de te controlar, assim não é preciso amarelar e recorrer ao raciocínio lógico.

    O que eu fiz hoje foi basicamente o seguinte, dois pontos: Me preparei desde algumas horas antes, me mantendo o menos estressado possível, depois de um dia de trabalho estressante e uma viagem estressante de ônibus. Com o estresse controlado, me concentrei, mesmo com as tarefas normais em andamento, no banho. Eu precisava focar no banho e na cor azul. A primeira que me veio foi um tom bem claro, praticamente um azul bebê. Mudou para turquesa, passeou por outros tons, mas sempre voltava ao azul bebê.

    Eu não segurei a cor na mente, apenas deixei que a sensação e as emoções que tenho quando vejo a cor azul, se mostrassem. As emoções sim, são capazes de reter a imaginação, mas de forma natural, espontânea, facilitando visualizar e, a partir de certo nível, até manipular o que se visualiza, mas não foi necessário naquele momento. Pronto! Azulei e cá estou eu, ainda secando e quase seco, cheirando a orquídea, só espero que não haja abelhas por perto.

    Em resumo, quando precisarem mentalizar algo, deixem o raciocínio lógico descansar, dêem à sua imaginação a tarefa de formar a imagem e à emoção a de manter tudo nos padrões, com pequenas e salutares variações, afinal não somos estátuas, só estamos vivos porque as células são constantemente substituídas! Mas treinem, treinem sempre, porque o raciocínio é perfeitamente capaz de querer ajudar e se fantasiar de imaginação, te fazendo acreditar que já és um mago implacável, quando na verdade só estás amarelando. Não é por maldade, é uma artimanha do subconsciente, ele quer te defender  todo custo, por isso precisamos praticar sempre.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Alerta sobre a meditação




  Existe uma histeria anticapitalismo que cresce desde fins dos anos noventa, mesmo com o capitalismo em si já estar morto desde o início do século, e mesmo sem haver nenhum sistema econômico de verdade que funcione; estamos à deriva desde então. Essa histeria acaba gerando uma phobia também a tudo o que é ocidental, gerando o crasso equívoco de que tudo o que é oriental, é bom, justo, puro e virginal. Lamento meus queridos, isso não existe e nunca existiu no orbe dos homens. Quem estuda a sério, sem viés ideológico ou religioso, minimamente a história e a política gerais, sabe que nunca houve nação boazinha, porque nações são formadas por pessoas, espíritos degredados; trocando em miúdos, malas que não se comportaram e foram expulsos dos planetas de origem.

  Well, a vítima mais recente dessa histeria antiocidental é a meditação. O que houve? Alguém não conseguiu ficar relaxado e de bem com a vida, depois de uma sessão de meditação? Por incrível que possa lhes parecer, sim, é isso mesmo. Vamos ao breve histórico.

  Hoje em dia e em noite, qualquer um que aprende a relaxar um pouco já se considera um mestre Ascenso da meditação transcendental. Com a recusa inconsistente de muitos “cientistas” em reconhecer benefícios que não resultem de interferências químicas, não existem parâmetros legais e técnicos para definir quem está ou não apto a orientar a pessoa à prática meditativa. Mais ou menos como se qualquer um com paciência para ouvir potoca, se achar apto a praticar profissionalmente psicanálise.

  Um grupo de “pesquisadores”, baseados exclusivamente em casos mal sucedidos, decretou que a meditação não acalma, pelo contrário, só piora o comportamento do praticante... Oi?

  Os casos relatados incluem um sujeito que saiu de uma sessão altamente estressado, a ponto de ter feitos horrores ao volante até bater em um poste. Relatos de angústia, medo, frustração e outros bichos do gênero, são numerosos. Vocês, gente minimamente familiarizada com os benefícios e riscos potenciais da lida espiritual, devem estar de cabelos em pé, se perguntando se alguém esperava se livrar da samsara com duas ou três sessões de meditação. É por aí mesmo.

  Vamos aos factos para os que acabaram de chegar, e aos que só estão olhando pela janela e pensam que assim terão a mesma carga de experiência dos que põe a mão na massa. Meditação não é brinquedo, não é inofensiva, não é nem mesmo garantia de sair mais alegre de uma sessão, mesmo que conduzida por um RARO instrutor competente. Meditação, se mal feita, pode induzir ao suicídio, meus amigos. Já explico, só um minutinho...

  O que a prática meditativa faz, basicamente, é primeiro acalmar a mente, depois abri-la, em seguida organizar para facilitar consertar o que for necessário. Acontece que um bom orientador só pode fazer o que lhe compete, que é conduzir e socorrer, se for necessário, o praticante. Se tu começas a praticar, a responsabilidade pelo trabalho é tua. É aqui que os materialistas mais pegam no pé, porque meditação é vendida como um milagre ao alcance de todos, como se fosse um tarja preta que dispensa controle e receituário. Bem, pode ser um milagre, mas sua operação é responsabilidade e risco do praticante. Vamos aos pontos citados:

·         Acalmar a mente consiste basicamente em controlar a respiração, deixar lá fora o mundo exterior e permitir que os pensamentos fluam. O que mais frustra é justamente a falha das pessoas no controle da respiração, porque querem efeitos imediatos como um tiro na testa. Nisso, não conseguem deixar lá fora os problemas que não fazem sentido em uma sessão desse naipe. Por conseqüência com trema, para agravar a coisa, os pensamentos não fluem como deveriam. Eles deveriam correr e ir embora, mas ficam retidos no colesterol psíquico da ansiedade e do apego, e uma vez retido o pensamento se torna muito evidente, trazendo à tona todas as lembranças e lambanças relacionadas a ele. Vocês sabem muito bem o que a maioria de nós tem guardada na memória, mágoas e ressentimentos são apenas dois exemplos, e não são os mais graves;

·     1 -    A mente aberta, no meio de toda essa bagunça é como um intestino descontrolado. Milhares de pensamentos e ressentimentos, que talvez o inconsciente nem tenha avisado que estavam lá, começam a gritar todos ao mesmo tempo. Aqui acontece uma versão muito piorada da projeção do ego. Algo que seria minimamente controlável, em situações normais, se é que existe alguma, agora flui como se ganhasse vida própria, como se uma larva astral se aproveitasse de toda essa baderna para se alimentar e fomentar mais baderna; e é o que acontece. Sentimentos ruins se retroalimentam até o praticante estar à beira de um colapso, seja por infarto, seja por um surto psicótico... Foi o que aconteceu no caso. Felizmente o cidadão arrebentou o carro em um poste, não na multidão que não deixa Nova Iorque dormir;

·    2 -     Como organizar tudo isso? Como sair à tona para respirar, diga-se de passagem, se a pessoa insiste em atacar todos os seus medos e frustrações ao mesmo tempo? A que é talvez a função mais nobre da meditação, fica travada. Como um computador mesmo, que só destrava desligando na tomada ou tirando a bateria. Infelizmente não dá para desligar o corpo humano e religar depois, não sem uma parafernália médica tecnológica gigantesca que poucos hospitais no mundo têm. A salinha da “escolinha de meditação” não tem. Com a organização travada, não há como consertar coisa alguma, e a tendência é tudo se arrebentar de vez. Por favor, que seja o carro no poste, não vocês no chão de um precipício!

3 -  O que a meditação faz de verdade, como vocês devem ter percebido, é colocar nossos demônios diante de nossos olhos, prontos para serem analisados e postos sob nosso comando, situação em que deixam de ser nocivos e podem ser até bons, de vez em quando. Mas se tu não os controlas, eles te controlam. E sem noção de bom e mau, certo e errado, seguro e perigoso, eles vão arrebentar coma tua vida e, se brincar, com as próximas três encarnações, por carmas adquiridos em surtos psicóticos.

  Agora alguém aí, provavelmente o fulano que só observava tudo da janela, pergunta como deixam uma coisa tão perigosa ser praticada sem um atirador de elite por perto. Acontece que as técnicas meditativas foram desenvolvidas em épocas muito remotas, quando o cidadão trabalhava de manhã, ia descansar, voltava mais tarde, parava para o almoço, tirava uma sesta, recebia uma visita, concluía o serviço do dia e ia para casa. Naquela época, não essa profusão quase selvagem de mídias ao alcance da mão, muito menos a ansiedade por usar todas ao mesmo tempo. Era relativamente fácil a pessoa ficar em silêncio absoluto todos os dias, nos mesmos horários, sem ser perturbada.

  Hoje isso beira a utopia. Aquele maldito aparelhinho que reúne dezenas de funções de dezenas de aparelhos em um só, fácil de extraviar, roubar ou dar pau e inutilizar todas elas de uma só vez, é quase obrigatório até para se manter o emprego. Ainda não tenho smartphone, mas sei que nem encontrarei celular de teclado, quando precisar substituir o actual. Vou dar umas dicas para remediar o problema, até encontrarem alguém que realmente saiba o que está fazendo e possa orientar o praticante de forma segura, sem precisar de um soldado fortemente armado para controlar surtos.

  Cultive uma rotina. Palavra que causa calafrios em muita gente, a rotina é vital para disciplinar a mente, esqueçam o conceito imaturo de que a rotina poda a liberdade. Não confundir “rotina” com “bitolar”. Se tu não sabes a diferença, está na hora de sentar-se no divã. A meditação é como uma locomotiva ultra poderosa, que pode te ajudar a arrastar o mundo, mas também pode de atropelar.

  Decidindo-se a aceitar uma rotina mínima, reserve nela um tempo para o nada. Sim, nosso amigo nada é capaz de muitas boas coisas, se o deixarmos trabalhar. Desligue tudo o que não for essencial e puder ser desligado, sente-se da forma mais confortável possível, mas não a ponto de ficar com sono, foque a visão no vazio e deixe rolar. Aos poucos, com o tempo, tu vais se acostumar a ouvir o som da respiração. Qualquer alteração do ritmo respiratório não vai mais passar despercebido pela mente consciente, e será um sinal amarelo que teu ego saberá interpretar a contento e em tempo hábil.

  É só? Sim, é só, mas não é fácil como parece. As tentações, os medos, a ansiedade e as neuroses vão te chamar a todo momento, até se acostumares ao nada. Facebook, Tweeter, WhatsApp, televisão, seriados e outras bobagens vão exigir tua atenção até perceberes que realmente não precisas deles o tempo todo. Na verdade, com o tempo, vais perceber que não precisas de nenhum deles mais do que de vez em quando, o que poderá causar indisposições sociais, mas é um custo de que deves ter ciência e estar disposto a pagar para ter paz. PAZ.

  Chamadas profissionais e de emergência são outra conversa, mas o que não for essencial, e é justamente esta a área que mais te toma tempo e paz. Vais se surpreender com o tempo livre que vais encontrar, porque até as baladas sagradas de todo fim de semana podem perder importância. Quem for teu amigo vai entender, quem não for, agradeça-se por ter iniciado a prática e deseje boa viagem.

  Usufrua de tua paz.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Por que o mal demora tanto?


  Eu tenho o costume de regar um jardim e cuidar dele, na medida de minha disponibilidade. Uma coisa que aprendi foi a ter paciência, porque mesmo quando as coisas estão muito ruins, agir antes da hora pode arruiná-las irremediavelmente.

  Tem aparecido ervas daninhas, capim ordinário e todo tipo de parasita vegetal. Arrancar essas pestinhas é arriscado, elas costumam ter caules muito frágeis e raízes muito fortes, com bulbos consistentes, de onde a erva volta a crescer. E para crescer, expande mais as raízes para retirar mais nutrientes, e a plantinha de que se quer cuidar fica mais prejudicada.

  Claro, uma poda para controlar o crescimento é possível e desejável, mas nunca arrancar antes da hora. Infelizmente os venenos também não são recomendados, porque a erva daninha, sem o compromisso de gerar flores e frutos aproveitáveis, se torna mais resistente do que a sua plantinha. Haveria o risco de se eliminar a plantação e deixar campo livre para o mato.

  Esperando as invasoras crescerem o suficiente, seus caules também ficam consistentes o bastante para a extração, que também não deve ser feita de qualquer maneira. A competitividade desenfreada das ervas daninhas freqüentemente as faz entrelaçar suas raízes com as de outras plantas, não só para roubar nutrientes, mas também para ter mais resistência à tração. Darwin explica. Deve-se cavar com uma ferramenta pontiaguda ou mesmo com um jato d'água, este para que a terra fique encharcada e macia o bastante para não se levar um torrão inteiro com a invasora, o que poderia acabar danificando raízes que queremos preservar.

  Uma vez arrancada, por sua voracidade a erva daninha definha rapidamente, servindo até de adubo para a plantinha. Mas dependendo do estágio e da ápoca do ano, é melhor queimar, se não houver um piso de cimento onde as eventuais sementes da invasora também sequem e morram com ela. Há de se tomar cuidado, pois com os milênios de evolução, as que são mais parecidas com nossas plantas mais estimadas acabaram proliferando e se aprimorando, a ponto de ser fácil confundir um mato mais desenvolvido com a medicinal alfavaca. É preciso ter também um conhecimento básico de causa para o serviço de limpeza.

  Por tudo isso a limpeza também deve ser feita preferencialmente em etapas, para evitar danificar plantinhas desejáveis, que por ventura tenham brotado no meio das invasoras. Seria triste ver até mesmo uma maria-sem-vergonha secando e murchando no meio das bandidinhas.

  Ok, isto é um blog de ciências esotéricas, então não dei essa aula básica de jardinagem só porque fiquei com vontade. Não mesmo. Hoje, no famigerado, mas infelizmente necessário facebook, um amigo se lamentou com os rumos que o mundo tem tomado. em especial a paixão que certos setores ideológicos têm demonstrado por grupos terroristas, que primam pelo amor à crueldade, castigando e eliminando até mesmo crianças de grupos diferentes dentro de sua própria religião. Daí emergem teorias conspiratórias, medo de sociedades secretas, lendas de grupos que manipulam os governos mundiais, et cétera.

  Bem, meus queridos, isso não é novo. Vem acontecendo desde o advento do iluminismo, na verdade com raízes na idade média, quando as máfias modernas tiveram suas sementes malditas germinadas. Acontece que como as ervas daninhas, essas sementes lançaram raízes em volta e entrelaçando com as de pessoas de boa índole. Qualquer um pode ser amigo de um elemento de altíssima periculosidade e não estar ciente disso. De outra forma os serviços secretos já teriam eliminado todos eles com facilidade. Às vezes as teorias conspiratórias têm razão, em parte, líderes realmente são assassinados após reuniões longas e difíceis, de onde saem decisões não menos. Sabe-se lá o que aquele ídolo de milhões aprontou e o quanto sua vida pode ser nociva à humanidade como todo? Só quem já sentiu o peso do poder nos ombros é que pode ou não julgar o líder de uma nação, principalmente se for de uma democracia.

  Eu sei, dá calafrios imaginar que aquele amigo de tantos anos pode ter que morrer, mais ainda desconfiar que ele pode ser responsável por mortes de inocentes e muitas outras mazelas, especialmente porque os governos continuam com a arrogância de acreditar que a população é plenamente incapaz de administrar qualquer coisa que não seja sua vidinha prosaica e previsível. Em parte estão certos e a culpa é nossa, que nos acomodamos facilmente no conforto da ignorância ou, pior, no falso desconforto da intelectualidade retórica.

  Leitoras e leitores, vocês sabem que nenhum deles é uma divindade. Nenhum grupo, nenhuma sociedade secreta, nenhuma máfia é composta de seres onipotentes, oniscientes e onipresentes. Na verdade não existe sociedade secreta nenhuma no universo, mesmo as colônias mais próximas de nosso plano podem ver todas elas, o que fazem e como vão se lascar bonitinho. Eles são humanos, absolutamente todos eles são reles e elimináveis humanos.

  Desde o iluminismo que as altas espheras que realmente governam o mundo começaram com a limpeza. Primeiro preparando o jardim para facilitar extirpar as ervas daninhas, aquelas que realmente não têm proveito nenhum, que nada fazem além de sugar nutrientes e proliferar. As duas grandes guerras foram decisivas para isso, foi quando muita gente grande esperdiçou sua última chance de dar algum fruto, ou pelo menos uma florzinha que fosse. Algumas se tornaram até piores do que seus obsessores. Eu já disse e repito, Satanás foi o primeiro a ser colocado em solitária, depois dele seus dragões, os demônios de verdade, Hitler com sua cambada de vagabundos, entre outros.

  E por quê o mundo não ficou lindo e maravilhoso desde então? Porque a limpeza não terminou. Acontece que ainda tem criaturas extremamente perversas dentro e fora da carne. Primeiro tiraram as ervas mais agressivas e consistentes, que puderam ser eliminadas com um puxão só. Depois as daninhas de alta agressividade, mais numerosas, mas que não se comparam ás primeiras. Os que já foram exilados são de uma maldade que suas cabecinhas são incapazes de conceber. Vocês estão acostumados a sofrer com pimenta do reino, não têm noção do que é mastigar uma Carolina Reaper, tampouco o que é ser picado na boca por uma vespa do mar.  Esse bando de paspalhos que faz satanismo em nome de algum deus que têm a petulância de chamar de Alah, não passa de pimenta do reino mais concentrada, mas ainda assim é só pimenta do reino. Eles, seus apoiadores e os que os apoiam só nos bastidores. Ninguém chega a ser pimenta de bode, os que eram capazes disso já não podem mais reencarnar, e em breve nem estarão mais aqui.

  Todos eles, assim que desencarnarem, serão levados para isolamentos de onde só sairão para sua segunda degredação. Não vão todos para o mesmo planeta, vai cada grupo para um mundo que condiz com o ódio que tem no coração, que decidirá o grau de evolução do planeta em que começará vida nova. Lamento informar que muitos irão para planetas tão primitivos e agressivos, que fazem nosso jurássico parecer um pet shop só com filhotinhos. Algumas criaturas desses mundos são tão violentas, que não podem ver o próprio corpo porque o atacariam até a morte. Sim, é para chocar mesmo, todos conhecerão e terão que fugir de criaturas muito mais violentas do que eles mesmos.

  Eu estou ciente disso, muita gente está ciente disso, mas mesmo assim tem muita gente com conhecimento de espiritualidade se desesperando, gente que deveria ter fé resplandescente e ajudar a acalmar as massas, mas está disseminando o desespero e piorando uma transição que já não é tranqüila. Para quem está nesse trabalho é fácil dar cabo desses trevosos, não precisamos ter pena deles, o que atrapalha é o desespero das pessoas boas, isso facilita muito a persistência dos inimigos, tornando tudo mais doloroso do que deveria ser.

  Mais do que um simples alimentador de sofrimento, o desespero disseminado pelo mundo acaba se tornando uma vingança dos que sabem que serão degredados de novo. Eles sabem que têm chance zero. Ainda que todos eles juntos atacassem ao mesmo tempo um só membro da fraternidade branca, a chance de caírem antes de tocá-lo seria de cem por cento. Eles sabem disso e se vingam e nós, e nós damos todo o combustível de que eles necessitam para fazer suas últimas maldades neste planeta. e antes que perguntem, sim, o Papa Francisco é um dos agentes de limpeza, o que ele está fazendo não tem volta e por isso está ameaçado de morte por muitos grupos, que também vão praticamente inteiros para mundos muito piores do que este, enquanto o Papa vai levado pelo próprio Cristo para seu lugar merecido.

  O que lhes peço então? Peço serenidade, tão somente serenidade. Não se deixem fisgar pela tentação de apontar inimigos, seu único inimigo de verdade é você mesmo. Não caia na besteira de comprar brigas de grupos ou partidos políticos, o seu grupo é toda a humanidade que ficar na Terra. Não caia no erro de abraçar ideologias com fervor, elas nada mais são do que dogmas com aparência de intelectualidade, sua única ideologia é e deve sempre ser o amor ao próximo, seja qual for esse próximo, mesmo que às vezes tenha a vontade de torcer-lhe o pescoço... Faz parte.

  Nenhum iniciado tem o direito de cair nessas armadilhas, não temos mais o grau de ignorância necessário a essa permissão. Toquem suas vidas, mantenham seus planos em mente, cientes dos desastres que acontecem e estão por acontecer, mas não deixem o medo turvar suas vistas. O que tiver que acontecer, acontecerá não importa o que façamos ou deixemos de fazer. Desse comportamento equilibrado e natural, depende a calma e um menor sofrimento de toda a população mundial. Já somos numerosos o suficiente para conseguir isso, não temos mais desculpas. Então, queridos, tomem um banho de ervas, um de rosas brancas e vão enfrentar o destino, foi para isso que nos jogaram cá para baixo.

  Nos próximos dois ou três séculos, todas as ervas inúteis serão arrancadas com todo o cuidado, para não prejudicar as plantas produtivas, as flores e as ervas medicinais. É um processo que demanda muito cuidado e experiência, mas acreditem, o jardim ficará se uma praga sequer, mesmo os insetos que ficarem são os úteis às plantas, nenhum deles vai botar ovos nas frutas. Com o tempo, talvez ainda com a maioria de nós neste ciclo, as coisas começarão a ficar mais fáceis, então as dores musculares pelo estresse da batalha começarão a aparecer, mas isso é outra história.

  O que está fazendo aqui ainda? Vai viver, caramba!

sábado, 15 de março de 2014

O mito do touro manso



Tenham paciência taurina, o texto é longo.

   Um ledo engano arraigado no inconsciente popular, é a crença de que os signos de terra são mansos e passivos. Grande parte desse erro crasso vem da própria concepção mais aceita sobre os filhos da terra: fixo, estável, frio. Mas vem também de um equívoco de interpretação da ciência formal, sempre acreditamos que estamos em terra firme, seguros, fixos, nem nos lembramos que há terremotos e erupções vulcânicas, até elas nos pegarem de surpresa. Aliás, para quem não sabe, maremotos, tsunamis e alguns furacões, também são causados por terremotos no fundo do mar.

   Há uma comparação aparentemente tola que os geólogos fazem, mas que é muito fiél à realidade. Se a Terra fosse uma maçã, a terra firme seria e teria a espessura de sua casca. Confusos? Vocês se impressionam demais com os números das petrolíferas e dos mergulhos dos batscafos. A maioria de vocês percorre, todos os dias, distâncias maiores do que as profundidades que eles propagandeiam. O ponto mais profundo do Oceano Pacífico, a Fossa das Marianas só chega a onze quilômetros. Mesmo depois dessa profundidade ainda há a crosta, que tem entre trinta e oitenta quilômetros de espessura. Parece muito? Pois a terra tem cerca de 12.756km de diâmetro.

   Vejamos agora, reticências... Temos entre trinta e oitenta quilômetros de terra sólida, mas quase treze mil de diâmetro total, essa terra sólida sustenta inclusive os oceanos... Então, de que é feito o resto dos mais de doze mil e quinhentos quilômetros restantes de planeta? Eu respondo, dois pontos: Magma. Em palavras miúdas, uma mistura de terra, rochas, silício, ferro, e outros metais derretidos, com temperaturas que variam de 3500°C a mais de 5000°C, em seu núcleo.

   Ok, a litosphera é um isolante térmico extremamente eficaz, permitindo que as águas profundas sejam frias, mas ainda assim os vulcões submarinos costumam soltar grandes quantidades de magma e gases sulfurosos quentes, às vezes a mais de 300°C. Só a pressão esmagadora das fossas abissais para manter a estabilidade da fase líquida, nessas condições. Ah, aqui temos mais um perigo do mito: Pressão. Logo falaremos a respeito.

   Essa eficácia térmica é o que nos permite enfrentar temperaturas amenas, como a de Dezembro do ano passado, quando os cariocas chegaram a suar em frescos 50°C. Do que estão reclamando? As coisas poderiam estar bem piores, imaginem se a poluição se dissemina pelos oceanos e eles passam a absorver e conduzir mais calor!

   Agora vocês devem estar se perguntando, e se não estão tratem de se perguntar, se os astrólogos não cometeram algum equívoco, ao fazer a analogia entre Touro, Virgem e Sagitário a um elemento tão traiçoeiro! Bem, vou deixar vocês pensando por uns minutos, assistam a um desenho enquanto isso.



   Pronto? Pensaram? Então vamos lá, os astrólogos não cometeram erro algum! Nós é que somos escravos plácidos do senso comum e suas limitações estúpidas. A analogia é perfeita, mostra exactamente o que é um signo de terra. Sim, ele tem solidez; Sim, ele tem estabilidade; Sim, ele é confiável; Não, ele não tem paciência infinita! Só porque o touro parece ser mole, lerdo e eternamente meditativo, não significa que ele não vá avançar subitamente sobre vocês, a mais de cinqüenta quilômetros por hora com seus mais de setecentos quilos; mas pode passar de uma tonelada.

   Lembrem-se das lições básicas de magia, a terra tem em si todos os outros três elementos, e pode facilmente se converter em qualquer um deles, às vezes sem que os incautos percebam. É assim que um terremoto transforma o mar calmo em um tsunami devastador, contamina térmica e cineticamente a atmosphera e provoca furacões gigantescos, enterra cidades inteiras debaixo de rocha derretida, bloqueia a luz do sol até por meses com milhões de toneladas de fuligem e particulados em suspensão... Aliás, o próprio terremoto é um aviso claro de que a estabilidade é passageira e precisamos ficar atentos sempre.

   Por que? Porque nos acomodamos fácil no conforto das aparências, geralmente não percebemos que estamos irritando o Minotauro! Ele pede de forma tão aparentemente calma, com sua voz aveludada e gostosa de se ouvir, que tendemos a acreditar que ele está brincando! Nós nos acostumamos a acreditar que um pedido educado não deve ser levado à sério, até descobrirmos que o Exu Caveira estava nos chamando de "senhor" por civilidade, e não por mansidão. Ele só pede respeito. A terra só pede respeito.

   Os signos da terra quase nunca percebem, mas são mestres dos quatro elementos. O facto de quase nunca perceberem aumenta o perigo, porque assim ele dificilmente consegue controlar seus rompantes. Prestem atenção aos detalhes e vocês verão coisas inusitadas, que fogem completamente aos seus conceitos. O taurino, principalmente, é um chantagista emocional de marca maior, às vezes faz inveja aos cancerianos mais orgulhosos de suas pitangas. É muito emotivo, por isso mesmo chora e se lamenta de forma tão sentida, mas tão cordial, que às vezes faz até os arianos se sentirem culpados. Mas essa mesma emotividade camuflada, ô bicho tinhoso!, pode fazê-lo sentir subitamente uma raiva tão profunda que até o escorpiano ficaria com receio de se aproximar. Ou vocês pensam que o veneno de alguns escorpiões faz mal a um touro adulto? Só o deixa mais furioso ainda e, o que é pior, quase sempre uma fúria cega.

   Outro erro fatal é acreditar que a força, a solidez, o foco nos resultados, a disposição para o trabalho árduo e a resistência dos elementos terra, são sinônimo de independência completa. ERRADO!!! Não se iludam com a discrição com que um capricorniano retribui um carinho, é da natureza dele ser austero, mas ele precisa de carinho tanto quanto qualquer um, às vezes mais. O facto de os terrosos não demonstrarem certas emoções em público, vem justo da característica de frieza, que não deve ser confundida com frieza de emoções. Por dentro (chegamos ao ponto) existe uma pressão emocional incomparável. Acontece que eles sustentam o mundo, não têm tempo para mi-mi-mi! Por isso explodem quando menos esperamos.

   Tu, ariano, que pensas ser o suprassumo da agressividade, experimente trocar uma só cabeçada com um touro. Ele tem mais do que o dobro da tua massa, no mínimo, te arremessa para longe! Com tamanha pressão contida em um coração quente, a explosão de um elemento terra é a antessala da desgraça. Quem não tem o bom hábito de assistir a documentários, nunca viu um leão fugir apavorado de um touro selvagem furioso. Viu, leão? Vê se controla esse teu orgulho, antes que sejas obrigado a engoli-lo a seco para não seres esmagado. Os terrosos, ainda que não demonstrem em público, e não vão demonstrar nem que a vaca tussa, precisam muito de um cafuné. É como se as placas tectônicas deslizassem mais suavemente sobre a bolha de rocha derretida sobre a qual flutuam, e as tensões pela pressão que enfrentam fossem aliviadas. Nem sempre sexo é o objectivo, mas dormir no sofá mesmo, por alguns minutos, no abraço de uma pessoa específica... Aqui a solidez, a estabilidade e o comportamento frio que tanto apreciamos se revigoram, e as recompensas generosas não tardam a chegar.

   Aliás, um aviso aos navegantes, Wallstreet está brincando com fogo. Aquela representação de touro selvagem, na qual todos os especuladores focam, é de um poder sem comparação. Os elementos de terra são generosos, mas o touro está sendo usado para fins egoístas, e é um touro selvagem! As crises que tivemos não foram as últimas, simplesmente porque o egoísmo inconseqüente de quem se acha um adulto respeitável continua firme. Aquilo não é e nunca foi capitalismo de verdade. Um dia aquele touro vai cobrar pelos seus serviços, por enquanto está apenas mandando as faturas e estão todas atrasadas! Quando ele cobrar, não vai restar nem o alicerce das bolsas de valores para contar história.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Fale mais firme!


Às vezes vejo o Livro dos Espíritos e tenho vontade de esfregar nas caras dos autores, algumas coisas que o livro renega e chama de superstição, mas que algumas linhas mais adiante confirma como funcionais, só que com o nome científico e politicamente aceito de magnetismo... E como tem espírita chato! Como tem espirichiita tentando me demover de coisas que eu constactei terem funcionado!

Bem, deixemos os dito para lá, por enquanto, e vamos ao texto que o gancho trouxe. Vocês se lembram do filme O Exorcista? Claro, é um clássico do gênero, que depois descambou em papagaiadas de sustos sem função em filmes correlatos. Vocês sabem qual foi o erro do padre, não sabem? Ok, aos que ainda não entenderam a lição daquela cena, eu vou dizer o que faltou ao padre: AUTORIDADE. O pateta se deixou dominar pela culpa, não controlou os próprios pensamentos e se considerou subalterno do obsessor. Agiu não como um banidor, mas como um soldado se revoltando contra o oficial.

Vamos entender. O que diferencia um cidadão que faz trevosos correrem só de olhar para eles, de outro que berra discursos prolixos e só consegue arrancar risadas, e talvez eles saiam só para terem o espetáculo novamente, mais tarde? Ele tem autoridade. Ele não modula a voz e franze o cenho para conseguir um papel em um filme de pancadaria, expressão e voz não são causas, são conseqüências. Ele está realmente aborrecido, a situação o desagrada e ele se decide a resolvê-la. Sabem aquelas professoras que te fazem calar a matraca e se comportar só um olhar? Eu sei que são raras, tão raras quanto necessárias. É disso que eu falo. Ela não evoca seu título, sua posição social que hoje não é sequer sombra dos meus tempos de escola, nem mesmo o estatuto do servidor público se for o caso. Ela manda ficar quieto, e tu ficas quieto. Ela manda sair da sala, e tu sai da sala. Ela manda ir à secretaria, e tu vais à secretaria mesmo sabendo que estás ferrado.

É por isso que para ser um mago de respeito, não adianta memorizar um milhão de feitiços e evocações, porque isso não te garante se um dia eles se voltarem contra ti; acredite, um dia eles voltam e não será um contra-feitiço que salvará tua pele, não ele sozinho. Chegará o momento em que serão só tu e as criaturas de outros planos. O que farás então? Ligar para a polícia? Eles não ficarão esperando o camburão do bope dos exús chegar para te darem uma lição. Se tiveres consciência de tua força e tranqüilidade para exercê-la, simplesmente mandas todo mundo ir catar coquinho e atirar em quem os enviou, se não tiveres é bom que um mago forte e amigo esteja por perto.

É necessário que o iniciado treine a própria autoridade, não somente sobre outras criaturas e as forças do universo, mas principalmente sobre si mesmo. Não um treinamento meramente protocolar, com hora marcada para começar e terminar, é treinamento contínuo sem data de validade. É preciso ter autoridade primeiro sobre seus medos, porque eles são seus maiores sabotadores, depois sobre as culpas, que são muito pesadas e não te deixam erguer a cabeça para respirar direito. Quando me refiro a medos e culpas, falo de coisas bem mais simples e triviais do que vocês imaginam. Não confundir com desprezo pela dor e pelos sentimentos alheios, isso é psicopatia e custa caro a quem a leva a termo.

Primeiro é necessário ter em mente que o teu sucesso não é a causa da derrocada alheia. Se o outro tiver juízo, vai pegar carona nesse sucesso para construir o próprio. Comer um chocolate suíço, por exemplo, para muita gente é um acto desnecessário de ostentação, alegando que muitos nunca comeram um bombom do fofão. Me digam quantas pessoas saíram da miséria por causa da falência da Varig. É mais ou menos isso, um êxito conseguido por meios éticos e legais nunca deve ser motivo para constrangimento, este que é uma brecha para seres baixos entrarem e sabotarem tuas defesas. Uma das táticas é transformar a culpa em temor pela punição.

Se vais dizer umas verdades a alguém, evite ao máximo magoar a pessoa, mas não tenha pena da mala sem alça que tiver feito por merecer. Uma sacolejada é necessária a todos, de vez em quanto. A tristeza que vier depois, por conta do clima triste que por ventura tiver se instalado, não deve sob hipótese alguma servir de porta para a culpa. É como se um policial se sentisse culpado por ter baleado um meliante que fazia uma criança de refém. Ele pode se sentir triste por isso, se tiver um coração nobre, mas sob hipótese alguma deve sentir culpa ou arrependimento por ter feito a única coisa que poderia ter sido feita. Quem quiser que apresente alternativas para missões futuras.

Uma vez que culpa e medo tenham sido controlados, é hora de cuidar dos pensamentos. Lembrem-se, deixá-los livres e sem controle é como gritar a própria intimidade em via pública, algum malandro vai se aproveitar do que tiver ouvido. Algo útil e colateral de se vigiar os pensamentos, é conseguir diferenciar com mais facilidade os que são realmente teus, dos pensamentos invasores e parasitários. Porque são muitos, talvez vocês AINDA não percebam, mas a densidade de pensamentos soltos a procura de uma cabeça oca e caótica, para fazerem morada, é imensa. Se deixares, te levam para o abismo em um piscar de olhos. Vivo em um lugar particularmente rico desse tipo de resíduos, asseguro que é uma tarefa árdua.

Para quê tanto trabalho? É para que tuas ordens sejam densas, uniformes e compactas. Densas para que não haja um só espaço onde o inimigo consiga colocar alguma sabotagem, uniformes para que ele não encontre defeitos suficientes que lhe sirvam para se apegar, compactas para que tu não se percas em motivos e cerimônias desnecessários. Simplesmente diga "Saia daqui e não volte" da forma como achar melhor, mas não se dê o trabalho de justificar nem mesmo em pensamentos a sua ordem. Querer se justificar é colocar sua ordem em dúvida, é uma falha grave que, uma chance de revanche o outro lado não vai deixar passar.

Seja, nesse momento, como um marechal. Se vão te chamar de reaça, de tirano, de politicamente impatético, não deve ser motivo para tirar teu sono. As pessoas quase sempre não sabem patavinas do que um especialista está fazendo e adoram dar palpites esdrúxulos. Simplesmente diga de modo firme o que desejas. Lembram da história de que a fé remove montanhas? Parece uma parábola, mas o que foi dito é literal. Fale firme aos átomos da montanha, e ela sairá do lugar.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Surto de vampirismo


Caríssimos, a coisa ainda não é alarmante, mas é grave. Há muito tempo venho recebendo queixas de pessoas a respeito. No começo eram casos isolados, mas parece que se tornou uma epidemia. Todo mundo que conhece um pouco da ciência, está reclamando de vampiros de energia que não conseguem localizar.

Ontem, voltando do trabalho, eu senti um pequeno fluxo prestes a sair de mim. Nada fiz além de ficar atento e, para minha surpresa, o vampiro em questão era um cidadão que estava logo atrás, sentado no assento de acompanhante de cadeirante.

Ele não estava intencionando cousa alguma. Meus gestos de tentar aparentemente conter o fluxo, não causavam qualquer reação, visível ou não. Notei com rápidas olhadelas, que ele estava muito, mas muito deprimido, desenganado mesmo. Passei o indicador na testa, para pegar um pouco de óleo e com ele fiz uma cruz na nuca, o que estancou o fluxo.

Novamente o cidadão não mudou seu comportamento. Novamente me pus a pensar no caso, porque eu também tenho notado o aumento de vampirismo que, pelo que percebi, é absolutamente involuntário. Por mais que os governos tentem maquiar a situação geral, com estatística mais compradas do que Fusca 1300, as pessoas estão descrentes com o futuro.

O que isso tem a ver com o vampirismo? Infelizmente, tudo. Uma pessoa em depressão profunda, por exemplo, tende a pensar rapidamente em suicídio, se não conseguir uma distração que seja. Inconscientemente, ela busca algo que lhe dê prazer, e um prazer baixo e fácil é sugar a energia alheia. Eles não fazem de propósito, ao menos enquanto não perceberem o que estão fazendo.

é mais ou menos como uma pessoa que fica presa em uma ilha deserta, e passa a pescar para sobreviver. A intenção dele não é matar o peixe, talvez nem goste, isso é conseqüência do desespero pela sobrevivência. com o tempo, mudando os modos de preparo e usando ervas que porventura encontre na ilha, ele pode passar a gostar do acepipe, mas a intenção primária é se manter vivo até ser resgatado.

Então, caríssimos, antes de mandar um globo de energia torrar o perispírito de um vampiro, façam algo para bloquear a sangria e observem se alguém muda seu comportamento. Porque o problema infelizmente é social e de saúde mental, é generalizado, são milhões de novos vampiros inconsciente pelo país, não dá simplesmente para bloquear todos eles.

Se protejam, vedem seus pontos de energia e fiquem atentos, porque esta situação ainda vai demorar uns bons anos para se resolver.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Deus e os deuses


Monoteístas e politeístas têm se enfrentado ao longo dos milênios, como quase tudo na história, por causa de tradições mal explicadas. Os primeiros levaram a pior durante a maior parte da história, de dois mil anos para cá, a situação se inverteu. Como costuma dizer a Doutora professora Rosane Alencar, os perseguidos tendem a se tornar carrascos piores do que seus antigos algozes. Quem estudou história antiga e medieval, ainda que sem a dedicação necessária, sabe do que estou falando.

Vamos então directo ao assunto: NÃO CONFUNDAM OS DEUSES COM O CRIADOR!!!! Farei um pequeno rodeio para facilitar a compreensão.

Quando Moisés distribuiu cajadadas a torto e a direito, ele não fez por mal... pelo menos não enquanto estava com os nervos ainda sob a pele. Ele fez todo um código de conduta para os hebreus, porque viu logo com quem estava lidando: Um povo que choramingava de fome no Egito, mas depois reclamava que tinham fartura de pão e se sentavam às panelas cheias de carne, mas agora estavam morrendo de sede no deserto.

Qual o momento de maior fúria? Sim, foi o lance do bezerro de ouro. Moisés deveria tê-lo feito criar vida e chifrar todo mundo, mas se contentou em mandar um raio e derreter a tranqueirinha. Depois de novo lá foi Moisés, subindo a ladeira, com duas placas de pedra nas mãos, sabe-se lá sob que temperatura e incidência de raios ultravioletas.

Por que cargas d'água eles, que sempre foram monoteístas convictos, de repente começaram a adorar um bibelô de ouro? Não, não é só por ter sido feito de ouro. Para quem ainda não entendeu, aquilo era magia egípcia, a mesma que eles renegaram durante séculos de cativeiro. Renegaram, mas conheceram muito bem, como Moisés conheceu nos tempos palacianos. O auge do Egito já tinha ficado para trás, e sabemos que Akenaton foi o único faraó a tentar abrir os olhos do povo para o equívoco cometido. Acontece que estávamos (nós estivemos lá, a maioria não se lembra, mas estivemos) pegando atalhos perigosos, adorando fervorosamente as divindades que, no fundo, eram gente como a gente.

Explico: Como em todo o mundo antigo, as pessoas elegiam deuses locais e pessoais, e se reportavam a eles para as rotinas mais triviais do cotidiano. Imaginem como deve ser chato ouvir o dia todo "Oh, grande divindade, sacrifico este passarinho para pedir uma boa noite de sono", "Oh, grande divindade, sacrifico esta lesma para obter saúde sem precisar ir ao médico", "Oh, grande divindade, sacrifico esta bolacha para conseguir um pacote inteiro de graça"... Eram quase todas reportações de caráter egoísta! Gente pedindo a mulher do outro, gente pedindo vingança, gente pedindo a mulher de volta, gente pedindo revanche... Estavam colocando os deuses uns contra os outros! Imaginem a Fraternidade Branca em pé de guerra por causa de mimimi!!! Claro que eles não aceitavam isso! Mas alguém aceitava.

A falta de noção generalizada, não deixava as pessoas atinarem para um detalhe, os deuses que atendiam o pedido sincero e choroso de um pai que implorava para dar de comer aos filhos, jamais aceitariam o sacrifício de uma filha para dar vento e mandar um bando de insanos para a guerra. Fica fácil compreender que várias entidades passaram a atender pelos mesmos nomes, de acordo com o padrão vibratório de quem os evocava. Sabem aquela bipolaridade crônica de Zeus? É por causa disso. Um monte de espíritos baixos atendiam aos pedidos levianos, feito à divindade grega, e por ela recusados.

Acontece que os deuses um dia foram gente como nós. Alguns deles estavam na legião de degredados, só que tomaram vergonha mais depressa e ascenderam rápido, antes mesmo que Atlântida afundasse. Alguns ainda antes, mas é outra conversa. O facto é que estávamos adorando seres humanos, altamente evoluídos, mas seres humanos, usando-os como atalho para conseguir nossos intentos geralmente egoicos e socialmente pouco aceitáveis. Estávamos, e ainda hoje estamos, dando a eles uma carga de responsabilidade e um pedestal que não lhes cabe e de que eles não gostam... mas os trevosos a-do-ram ser bajulados, são como bacharéis que passam raspando na prova da OAB, e exigem ser chamados de "doutor advogado".

Por conta dessa vulnerabilidade, e do incômodo, os próprios deuses começaram a mandar gente dar o recado, gente que foi altamente hostilizada, como Akenaton, os profetas bíblicos, o próprio Cristo, que bem pode ser a identidade real de Zeus... mas como éramos (somos) muito rudes, uma palavra suave e gestos carinhosos não produziam resultados, tinha que ser com gente casca-grossa mesmo! João Batista que o diga!

Mas não era só na África e na Ásia que isso acontecia. O "Meu deus é mais forte do que o seu" permeava o mundo inteiro, inclusive nossa bem-quista Irlanda. Talvez por isso Buda tenha preferido não falar em deuses, quando começou a divulgar o caminho da iluminação; quem o percorresse os encontraria por conta própria, e por fim o próprio Criador. Isso dá aos chateus a impressão, que travestem de convicção, de que um budista é ateu.

As mitologias nada mais são do que parábolas, que relatam muito sucintamente, a criação dos deuses, ainda como seres de baixa vibração, passando pela evolução, seus erros, carmas, resgates, até a ascensão. O mito de Hércules é o mais icônico e fácil de entender. Sempre que alguém faz um grande sacrifício a um deus, o mesmo põe a mão na testa e pensa "Quem sou eu para merecer isto??", tanto mais quanto maior o grau de sofrimento envolvido. Não preciso dizer o que eles pensam da autoflagelação, muito menos dos sacrifícios humanos. Quem se dispuser a estudar com afinco as mitologias, vai ter surpresas de que os olhos céticos privam seus portadores.

Todos eles, a partir do momento em que alcançaram a iluminação, tiveram aquele "click" de quem finalmente entende toda a moral da história, e encontra o fio da meada. Muitos deles deram de cara com gente que um dia adoraram como divindades supremas. Oras, elas um dia foram gente como nós, cometeram basicamente os mesmos erros, racharam as caras de vergonha até aprenderem a lição! Quem passa por tudo isso e aprende, não se considera digno de adoração. Raríssimas criaturas passam ilesas por todas as etapas. Tão raras que não entram nas estatísticas.

Algo que um mago tem que aprender desde cedo, é que não importa o quanto sua entidade mais afim seja grande e forte, SEMPRE HAVERÁ UM MAIOR E MAIS FORTE. Acontece que são todos criaturas, e são tanto mais aprimorados quanto mais antigos e testados. Neste conglomerado de galáxias em que vivemos, certamente há os seres que trabalharam no chamado big-bang, que têm um tamanho que não cabe em nossas frágeis imaginações. Mesmo assim eles são criaturas, um dia foram átomos e tiveram que passar a vírus, depois micróbio, enfim... Eles muito menos, gostam de ser venerados, não se consideram dignos. E olha que os caras podem!!!

Por essas e outras que passaram a rejeitar adoração, pedindo que seja dirigida apenas à Fonte, ao Intemporal, ao Supraexistencial, seja lá que nome queira dar ou ainda que prefira não dar nome algum, porque é só quem não precisa dar explicações a ninguém.

Acontece que nestes milênios nós não evoluímos nem metade do que deveríamos, daí a segunda degredação ocorrida em Dezembro último. Se antes defendíamos os deuses com unhas e dentes, como se eles precisassem, hoje defendemos o Criador com unhas e dentes... Defender de quê mesmo? De humanos??? bah! Morri de graça e não achei rir.

Ironicamente, transferimos a adoração politeísta a criaturas extremamente indignas, hoje adoramos pessoas... Artistas canastrões, políticos, jogadores de futebol, até times de futebol, pastores picaretas que muita gente acha que são a redenção da humanidade e querem é lascar todo mundo de uma vez... Os santos, pelo menos, têm alguns protocolos disciplinadores, ninguém coloca Santa Edwiges contra Santo Expedito. Em certa escala, os dois poderiam ser considerados deuses fortes, noutras épocas.

No fim das contas, nós só trocamos rótulos e apresentações, porque os deuses que adoramos em outros séculos, e pelos quais aceitamos morrer na fogueira, são os mesmos que hoje nos apresentam como santos e anjos... e continuamos adorando... Mas nós, bons magos, sabemos desde que despertamos, que eles todos são resultados de suas escolhas e evoluções. Afinal, Pedro não negou três vezes a divindade maior deste planeta, e mesmo assim fez por merecer o que é hoje? Foi até imperador do Brasil!

É uma lição clara no Bhagavad Gita, tudo o que pedimos aos deuses, santos, anjos e afins, é ao Criador que estamos pedindo, é de Sua Providência que tudo acontece, só não faz burlar as próprias leis, como a física. No final das contas, são todos apenas intermediários, que não fazem a menor questão de serem reverenciados, tampouco recompensados pelo bem que praticarem. Só querem respeito e, se não for pedir muito, amizade.

Em suma, para não fazer um catatau homérico, continuamos politeístas, só que de forma camuflada, mesmo acreditando no Supraexistencial, que até a existência criou. Quando? Nunca. A existência não tem início, meus caros, é uma obra contínua, para todos os lados e com infinitas dimensões que se interpenetram, como infinitos fachos de luz podem se cruzar sem causar nem sofrer interferência. Mas isto é outra conversa, para outro texto.